12 de março de 2017

SOMBRAS QUE FALAM

Chegaste na calada da noite, trazias a mágoa da longa viagem.
Mesmo sabendo que nada do que deixaste para trás ias encontrar.
Ficou apenas o vazio das paredes, agora despidas das fotos que antes lhe davam alegria.
Parti com a esperança de um dia te encontrar de certo saída
das páginas de um velho livro amarelecido pelo tempo.
Tempo em que esteve fechado no baú das nossas memórias.
Pela face te escorriam lentas duas lágrimas talvez as mesmas que trazias
quando vieste ao mundo…mundo que tudo o que te deu assim te tirou
porque nunca soubeste agarrar com as mãos… mãos que trazias sempre fechadas
onde nada entrou e nada saiu.
Estou longe porque não me podes ver, mas tão perto que te sigo
para todo o lado de mãos dadas ou na sombra!

Será esta a carta que nunca leste a mesma que um dia te escrevi.    

20 de fevereiro de 2017

Cristiano Araújo - É com ela que eu estou (DVD in The Cities) [Vídeo Ofi...

31 de janeiro de 2017

A NOÇÃO DO MEU TAMANHO


Aos poucos eu vou sentindo
Um sentimento tão estranho
E sem querer vou medindo
A força do meu tamanho.

Aos poucos vou entendendo
As virtudes da saudade
E assim compreendendo
A minha realidade.

Este coração magoado
Tem a força da razão
Tem submissão tem pecado
Tem carinho e afeição.

Um poema inacabado
Traz a saudade de outrora
Tem meu verso declamado
Para mandar a dor embora.

Aos poucos vou destruindo
O meu castelo de areia
Vejo como vai sumindo
Com a força da maré cheia.

Maré cheia sei que vais
Destruir o meu castelo
E contigo vais levar 

Para longe o meu sonho belo.



16 de janeiro de 2017

Kika Cardoso - I Knew

3 de janeiro de 2017

Amor em cinzas



Um dia com a alma já cansada
Sentei-me à tua porta para te ver
Olhei há minha volta e não vi nada
Do tanto que eu levara para dizer


Adormeci no degrau da tua porta
O frio me regelava as entranhas
Acordei em sobressalto alucinante
Era o pregão do homem das castanhas


Caminhei para junto dele tiritando
E a chuva miudinha ia caindo
Pedi-lhe que me deixasse aquecer
Do frio que me ia consumindo

O vaso das castanhas ia ardendo
E ali também ardia a minha dor
Por momentos me esqueci porque ali estava
Só sei que em cinzas está o nosso amor

Será que alguém um dia vai pensar
O sabor que podem ter essas castanhas
Pois digo que ali fui para me livrar
Desse amor que eu carregava nas entranhas.


27 de dezembro de 2016

Romantic panflute

APENAS QUERO SER EU

Apenas quero ser eu.
  
Quero ser a tua sombra,
Caminhando a teu lado
Como modesta que sou,
Ser humilde e paciente
Sem pretender ser diferente,
Do mundo que me gerou.

Quero sentir a saudade,
Viver na felicidade
Que de algum modo conheço,
Se não sou um vendaval
Quero ao menos ser igual,
À quilo que então pareço.

Quero ter na minha voz,
O amor que há entre nós
E vive-lo com coragem,
Em mensagem de ternura
Quero partir à procura,
Da sombra da tua imagem.

Vou recitar cada dia,
Versos da minha poesia
Deste amor tão renegado,
    Nos sonhos que em mim existe
Não quero ser sombra triste,
    Quero estar sempre a teu lado.